18 de abril de 2014

Tudo passa

No final de 1994, ouvia esse série de músicas do Bob Marley até dizer chega.
Chorava cantando.
Era por amor e pela dor.

O amor que eu deixei correr pelo dedos e o emprego que perdi por um problema de visão.



Mas, tudo passou.

Nada como o tempo para cicatrizar.

14 de abril de 2014

O primeiro teste de limiar de lactato

Hoje, fiz o meu primeiro teste de limiar lactato.
Aqueci por 12 minutos, corri na velocidade que pude durante 20 minutos e desaqueci por 12 minutos.
O batimento médio nesses 20 minutos foi de 166, o que deu a seguinte tabela:

DataMédia nos 20 minZona 1: < 81%Zona 2: 81%-89%Zona 3: 90%-94%Zona 4: 94%-99%Zona 5: 100%
14/04/14166134148156164166


Zone 1: Menos de 85 do LTHR - esses são treinos de recuperação.
Zone 2: 85%-89% do LTHR - longos - bem aeróbico - ironman pace
Zone 3: 90%-94% do LTHR - muito aeróbico - meio ironman pace
Zone 4: 95%-99% do LTHR - pace para uma prova de uma hora, não treine muito aqui
Zone 5: 100% do LTHR - sprints, subidas, intensidades curtas e anaeróbicas


Continuo treinando segundo os parâmetros do Phil Maffetone, mas a tabela acima serve de parâmetro para as provas, se é que farei alguma esse ano ..., hehehehe..

ABS !!!!!!!

De volta ao velho

Em 2005, comprei um frequencímetro da POLAR, o F5.
Na época, eu apenas andava de bike na ciclovia e ele funcionava perfeitamente.



Depois, veio a corrida, no final de 2007, e a descoberta que eu "precisava" de um relógio que tivesse LAP. Um detalhe besta, mas que incomoda quem deseja saber a velocidade/pace e o batimento médio.

Para resolver isso, nas provas eu usava, um relógio da TIMEX em um braço e o POLAR no outro.




No final de 2009, aproveitei uma oportunidade e comprei um Garmin. Usei ele por algum tempo na corrida, mas enchi o saco da procura de satélite, o tamanho dele e a falta de necessidade de um marcador de pace, já que o Ironguides trabalha apenas com percepção do esforço.

Vendi o Garmin em 2012, fiquei correndo apenas de TIMEX e abandonei o POLAR no armário.

No final do ano passado, voltei a correr com o frequencímetro e voltei para o velho POLAR, só que ele apresentou outro problema, não tinha como saber o tempo e o BPM ao mesmo tempo. Que saco !!!

Em novembro, o meu cunhado viajou a trabalho para o States e eu pedi um TIMEX com frequencímetro. Ele chegou, eu curti e comecei a usar. Alguns treinos depois, descobri que ele estava me assando o peito, comecei a passar vaselina no lugar, mas isso não resolveu o problema. Conclusão: vendi o Timex.

Bem, voltei ao velho e bom POLAR F5 e estou feliz da vida.
Não preciso saber velocidade, o BPM por volta e estou com um relógio leve e prático.

Pode isso? Uma volta ao mundo para descobrir que o velho, prático e simples funciona?

Bons treinos.




3 de abril de 2014

Por que eu urinei tanto na minha primeira maratona ?

A minha estreia em maratonas foi no ano passado e calouro sempre paga mico.
Não por questões pessoais, mas porque somos conduzidos a acreditar em algumas coisas que todos falam.

A maratona do Rio tem postos e hidratação a cada 3kms.
Em cada posto eu peguei 2 copos de 300mls.
Na maioria das vezes tomava um, carregava o outro e tomava até o outro posto ou jogava na cabeça para refrescar.

Com um pace de mais de 6kms, isso significa dizer que a cada 20 minutos eu tomava mais ou menos uns 450 mls de água.

Por isso, que eu tive que parar umas duas vezes para mijar.

No texto abaixo, o Danilo Balu explica o grande erro que estamos cometendo com a hidratação.
Esse papo de que devemos beber para não ter sede, simplesmente, não existe.

O texto foi publicado originalmente no Webrun e pode ser acessado aqui (http://www.webrun.com.br/h/noticias/nao-ingerir-agua-durante-a-corrida-pode-fazer-mal/11185)

“Não se acostume a beber ou a consumir algo durante a maratona; alguns grandes corredores o fazem e isso não é bom.”(James Sullivan, representante americano na maratona olímpica em 1908.)

Poucos assuntos na corrida devem ter tanto material publicado aos praticantes. Todo mundo parece que já aprendeu sobe o assunto, mas uma pesquisa americana apontou que quando questionados sobre Hidratação, 83% dos atletas erravam questões bem simples. E os erros cometidos no início do século passado, como o exagero impensável da frase acima, passaram a fazer com que treinadores e pesquisadores apontassem suas recomendações ao outro extremo, ao excesso na hidratação.

Eu conversava com um treinador conhecido, dono de assessoria, e descobri que coincidentemente nós dois não tomamos nem carboidrato em gel nem água em treinos de até 15 quilômetros por pura inconveniência de carregar água. E isso faria mal?
No último texto eu falei aqui que o nosso organismo regula muito mal nosso mecanismo de sensação de fome, porém ele regula muito bem nosso mecanismo de sede! Vale lembrar que o homem é o animal mais inteligente, mas por que precisaria ser avisado pelos outros de quando seria o momento de beber? Será que não sabemos quando temos sede? Lógico que sabemos! Ninguém precisa se lembrado de se hidratar.
Com essa preocupação tão exagerada criou-se um mito que é o de “Se a sede aparecer, é tarde demais”. Não é! Uma famosa pesquisa descobriu quais seriam os efeitos da desidratação nos corredores. Foi estabelecido que a desidratação de 2% ou mais seria prejudicial ao desempenho. Pois a um grupo de corredores proporcionou-se 5% de desidratação (aproximadamente três litros) para analisar os efeitos. E o que ocorreu?
Descobriu-se que NÃO houve qualquer queda de desempenho na economia de corrida (eficiência), nos níveis de fadiga ou concentrações de lactato deles. Estes resultados vêm mostrar duas coisas MUITO importantes no tema hidratação em corredores:

·  1 Como na corrida carregamos nosso próprio peso, a perda de parte da água compensa a perda de desempenho, por isso, mesmo perdendo 5% de peso em água, os atletas NÃO perderam NADA em desempenho.



·  2 Pelo fato de que para cada grama de glicogênio muscular carregamos cerca de três em água, quando queimamos essa reserva perdemos água que, pra efeito de cálculo, não “seria originalmente nossa”. Assim, os métodos de análise de necessidade de reposição líquida hoje são SUPERESTIMADOS em até 30%!

Se água em excesso não traz qualquer benefício na corrida e se nosso organismo trabalha bem, mesmo com 5% de hidratação, por que se preocupar e carregar o excesso que beberíamos exageradamente?

É hora de voltar ao básico, beber água em provas apenas quando a sede mandar e em quantidade que acabe com a sensação de sede. Começar a atividade hidratado consumindo uma hora antes uma garrafa de 500ml a 6% de carboidrato, concentração da maioria das bebidas esportivas, é comprovadamente mais do que suficiente.
Não se iluda com a insistência em consumir muito mais do que isso. Vale lembrar que muito do material hoje disponível e consultado quando falamos sobre hidratação foi produzido e divulgado por empresas que “misteriosamente” em todas as suas pesquisas apontam para uma necessidade de se consumir muito líquido!
O excesso não traz benefícios e pode apenas gerar a rara situação de hiponatremia, que é a queda anormal da concentração de sódio no sangue pela combinação da perda de sódio no suor com ingestão excessiva de água. Se você for um corredor pesado, mulher, lentos e/ou destreinado, mais cuidado ainda!

31 de março de 2014

Meia ou inteira?

Ano passado, corri a minha primeira maratona.

Participar de um evento desses é muito legal.
Vc não conhecerá o seu verdadeiro eu, nada disso.
Mas, é legal sentir as dores e estar ali participando de um evento grande.

A Maratona, grosseiramente comparando, seria a graduação na faculdade.
Afinal de contas, correr por 4/5 hrs é uma atividade que poucos fazem.
Tem uns que fazem mais do que isso ou que fazem isso em condições mais adversas.

Já a meia maratona, uma atividade de 1:30/2:00 é algo mais palatável.
Quem corre há algum tempo, já consegue pensar em uma meia quando evolui pelas outras distâncias e já consegue fazer um longo de 90 minutos.

Fora isso, tb temos a logística do dia da prova e a chegada em casa para curtir a família.

E nesse ultimo ponto que está o meu pensamento sobre correr ou não a maratona do Rio nesse ano.
Vou levando e deixando a decisão para mais perto da prova.

E sabe? Eu ainda tenho entregas a fazer na meia.
Alimentação, hidratação e tempo.

Vamos ver o que decido.

27 de março de 2014

O namoro com as corridas.

A descoberta da corrida como forma de lazer, hobby, esporte ou vida é fascinante.
A primeira prova fica sempre com um sabor de quero mais e quero pra sempre.

A necessidade de vivenciar aquilo na essência nos leva a ler, procurar informações e viver na internet.

Ansiosos por resultados e por poder postar nas redes sociais eventos e mais eventos, compramos o tênis mais caro, iniciamos treinos “moderados” com a galera da assessoria e participamos de todas as provas que existem nos finais de semana.

A consequência de tudo isso não é a saúde e nem o condicionamento desejado.
Na verdade, o condicionamento melhora muito, já que a grande maioria de novos praticantes são sedentários.

Com o tênis mais caro e com mais amortecimento do mercado, imaginamos que estaremos protegidos. Afinal de contas, o impacto pode destruir nossos ossos. Só que o inverso acontece, utilizamos o nosso corpo acima de sua capacidade e enfraquecemos nosso corpo ao invés de fortalece-lo.

Iniciamos a vida de treinos sem nos preocuparmos em melhorar a base aeróbica.  Até porque, como alguém vai vender um serviço especializado e te falar para correr devagar? Para andar devagar, faço eu as coisas.

E as provas dos finais de semana? Esse negócio de pegar leve em prova não existe. Ainda mais para quem começa. Estar ali e não deixar se embalar pela situação é muito difícil.

Nesses dias de férias, corri com um amigo de infância.
Falei para irmos no ritmo dele. Ele corria a 155 bpm e eu a 120.
Eu sou condicionado? Nem tanto, mas por que ele corria tão forte?
Porque leu em alguma revista e coisa tal.

Infelizmente, conheço vários casos de pessoas que começaram, amaram e se quebraram.
Não gostaria de ver isso, sabe? Queria ver amores duradouros, para a vida toda.
Mas, as pessoas se apaixonam e se deixam levar.


20 de março de 2014

Os homens precisam de cueca para correr?

Esse assunto pode ser um tanto polêmico ou desnecessário para o público feminino, mas como um dos objetivos do blog é compartilhar conhecimento, preferi escreve-lo.

Comecei a correr no final de 2007 e corria de sunga

Com o passar dos anos, comecei a treinar para triatlo e como treinava com bermudas de tri, que tem forro e tal, acabei abandonando a tal sunga.Mesmo quando corria com bermudas sem serem de tri, eu corria sem nada por baixo.

Depois de um tempo, voltei a treinar de short e me acostumei a praticidade de não ter que vestir duas coisas.

Com a operação de vasectomia, uma pulga ficou atrás da minha orelha, porque no pós operatório eu deveria usar cueca apertada e não a samba-canção que estava usando.
Como ? Eu não deveria ter o bicho mais solto ? Não.

Até que na última consulta com o urologista, perguntei sobre a cueca.
Ele falou que não há necessidade de usar cueca ou algo para segurar, pois a musculatura abdominal se encarrega de contrair a região e evitar qualquer problema por ali.

Fica a informação.

16 de março de 2014

MAF Test - #2

No dia 13/03, realizei o meu segundo MAF Test, o primeiro teste está aqui.

Gostei do resultado, apesar desse calor de matar que anda rolando por aqui e algumas inconsistências nos treinos.

Dessa vez, ao invés de 3 trechos de 1K, fiz 5 trechos.

Vejam como foi:

1K => 6:33
2K => 6:51
3K => 7:03
4K= > 7:18
5K => 7:31

A comparação entre os testes pode ser vista melhor nesse link.

A redução em relação ao primeiro teste existiu, o que quer dizer um avanço no desenvolvimento da base aeróbica. Agora, é continuar treinando dessa forma e seguir acompanhando através desses testes. O próximo já tem data marcada, será no dia 14/04.