Depois de chegar amarradão no trabalho e tomar aquele banho salvador.
Chegou a hora de contar as peripécias para os colegas por aqui, apresentar a bike e o capacete.
Passado essa alegria, segui na programação e fui nadar na hora do almoço.
Comecei o treino travado e desmotivado. Mas, sabe-se lá porque, terminei amarradão, me achando.
Na hora do almoço, o rango não foi suficiente e parti para um repeteco. Por que será?
Na parte da tarde, dei umas namoradas nas câmeras de saída da Ilha do Fundão http://www.prefeitura.ufrj.br/cameras/, para ver se haveria trânstifo. No fundo, no fundo, eu estava torcendo por um mega trânsito, afinal de contas, eu precisava fazer a experiência valer mais.
Mas, confesso que conforme a hora chegava, o medo vinha junto. Medo do que? De assalto e de um acidente. Não posso esconder que essas coisas passavam pela minha cabeça.
Desci uns 10 minutos mais cedo, para pegar as minhas roupas, que estavam secando ( secando apenas do suor, eu não as lavei ) e para me arrumar.
Saí em direção a Linha Amarela, feliz pra cacete, o medo havia desaparecido. Mas, de cara já vi que o retorno seria mais difícil. O trânsito estava complicado na saída, mas isso não ajuda e só atrapalha. Na procura por um lugar para passar, a rua fica estreita para os carros e tive que subir a calçada, que tb estava com pessoas caminhando.
Cheguei a subida da Linha Vermelha para a Linha Amarela, esperei um pouco para atravessar e segui. Fui pedalando tranquilamente e na descida para a Av. Brasil esperei mais um pouco para atravessar novamente.
Pelo viaduto alargado fui até o retorno que leva a Av. Brasil, desci o retorno, cheguei no Mc Donald´s e parti para a batalha.
Nesse trajeto, fiz quase tudo sobre as calçadas, primeiro porque o trânsito é mais intenso e segundo porque são calçadas totalmente desertas. Como uma via rápida tem a capacidade de acabar com a vida ao seu redor, não? Eu vejo as calçadas da Barra e penso nisso. Calçadas sem vida. Mas, enfim, vamos seguir o assunto.
Na frente da Fundação Osvaldo Cruz havia mais gente na calçada e tive que dividir literalmente com elas, sentado na bike, mas empurrando a bichinha. Depois da segunda saída da Fundação Osvaldo Cruz, segui por um bom trecho de calçada de terra, passei por umas crianças e alguns adolescentes. Dali, segui tranquilamente até a saída para Bonsucesso, entrei na saída, mais a frente atravessei as ruas e voltei para a Av. Brasil.
Poucos metros depois veio a saída para Benfica. Novamente, entrei a direita, segui até mais um pouco a frente, atravessei a rua e voltei para a Av. Brasil.
A próxima entrada a direita era para São Cristóvão e preferi entrar por aquela rua mais tranquila e seguir por ali. A opção foi realmente bem melhor.
Na altura do Pavilhão de São Cristóvão, entrei em uma rua a esquerda para voltar para o trajeto normal. Depois de me perder um pouco, cheguei a rua desejada e segui em direção a Rodoviária do Rio. Antes de chegar a Rodoviária, passei por uma passarela e fiquei pensando se seria melhor atravessar para o lado do antigo prédio do JB. Mas, preferi seguir por ali. DEI MOLE !!!!
Perto da Rodoviária, parei para passar mais uma saída a direita. Olhei bem e nenhum carro piscava a seta para a direita. Comecei a atravessar e um onibus resolveu virar, PQP !!!! Só deu tempo de falar: A SETA !!! A SETA !!!!! Passado o susto, passei pela calçada da Rodoviária e segui rumo ao Centro do Rio.
Esse foi o trecho mais chato. Trânsito intenso, diversas saídas a direita, entra e sai da porra. Foi um saco. Eu deveria ter atravessado pela passarela e seguido pelo outro lado. Com certeza seria muito melhor.
Minutos depois, cheguei a Av. Rio Branco. Saí pela esquerda, passei pela frente do prédio da Loreal e cheguei a uma área militar, segui pela esquerda, fugindo do tráfego, mas passando por uma calçada bem estreita.
Passei pela Praça Quinze, aonde ficam as Barcas para Niterói, passei pelo Santos Dummont e cheguei ao Aterro. UFA !!
Ali eu já estava em casa e segui tranquilamente.
Na volta, eu gastei 1h e 16 minutos e andei 22 Kms.
Ainda não sei se vou fazer de novo.
Sinceramente, não sei se vale o risco.
A minha esposa achou a aventura legal, mas não gostou de saber que a ideia era fazer isso duas vezes por semana.
ABS !!!
Valeu a experiência! Deu mole mesmo na volta, mas tudo é aprendizado. Sinto cheiro de repeteco, manda ver!
ResponderExcluirMeu amigo, realmente a aventura deve ter sido das boas... mas se me permite...
ResponderExcluir"há um tempo atrás um amigo de 1m95cm morador da Urca, me disse que eu era louco em pedalar nas Americas, achava que era um risco desnecessário... fiquei com aquilo na cabeça até hoje. Agora é minha vez... cara espero sinceramente que você não repita mais esta "aventura", o perigo é muito grande, principalmente devido as vias expressas q vc precisa passar e os mautoristas que nelas passam. Lembre-se vc realmente não precisa disso, como experiência acho sempre valido... mas infelizmente não estamos na França"
Desculpe o sermão, mas vc é um brother que considero muito...
Abcs
Wlad