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31 de agosto de 2011

Por que fazer treinos de tiro?

Não sou professor de Educação Física, mas sou curioso pra cacete e questionador de métodos sem lógica ou explicação.

O meu questionamento agora é sobre os treinos de tiro na corrida. Acho que eles são importantes em determinadas situações e para determinadas pessoas. 

Vamos ao meu exemplo da Meia Maratona de julho aqui no Rio.
Fiz a prova com pace médio de 5:27 e na próxima gostaria de fazer em 5:15.

O que eu precisaria fazer para chegar nesse pace médio?

Fazer mais tiros? Treinar mais ritmo? Fazer mais longos? Fazer musculação? Yoga? Nadar e pedalar para ter mais força? 

Tenho pensando um pouco nisso e cheguei a seguinte conclusão. POR FAVOR, FAÇAM COMENTÁRIOS TANTO A FAVOR QUANTO CONTRA A MINHA MEGA-ULTRA-SUPER CONCLUSÃO IMBECIL.

Hj, eu consigo fazer uma prova de 5 ou 10K com um ritmo de 5:15. Logo, já tenho essa velocidade e não preciso investir em treinos de tiros. O que preciso fazer é investir em manter essa velocidade por quase 2 horas.

Portanto, preciso treinar o corpo a trabalhar com o pace de 5:15 e o caminho mais lógico parece ser investir nos treinos de ritmo. 

Mas, o que treinar no lugar dos treinos de tiros? Fazer mais um treino de ritmo ? Bem, não sei. Tenho que testar. 

Mas, a minha hipótese está nos treinos leves de subida, por estarem mais alinhados para o propósito de manter o ritmo. Dar força as pernocas parece ser um caminho interessante.

Mas, por que evitar os treinos de tiro? Por causa do risco de lesão. A mecânica muda, o impacto aumenta e o stress sobre a musculatura também. É importante ter cuidado.

E o que vc acha?

ABS !!

25 de agosto de 2011

Batimento Cardíaco Mínimo

Há alguns meses o triatleta Craig Alexander fez um post no facebook sobre a importância da colocação do batimento cardíaco em repouso na ROAD ID

Atletas amadores e, principalmente, os profissionais tendem a terem batimentos cardíacos baixos, tanto em repouso quanto em esforço. O coração, ao ser fortalecer através do exercício aeróbico, fica mais forte e mais forte ele  precisa de menos batimentos para bombear o coração pelo corpo. 

Qual era o motivo da preocupação do Craig? 
Para vocês terem uma idéia o batimento em repouso do cara é 36 bpms. As pessoas que não praticam atividade física tendem a terem batimentos acima dos 60. 
Ah, vale lembrar que o Craig é patrocinado pela ROAD ID. Aliás, uma bela aquisição para quem faz esportes sozinho.

A preocupação do Craig estava no socorro. Imaginem que você tenha algum problema e uma ambulância seja chamada e que você esteja desmaiado ou inconsciente. Uma das primeiras ações da equipe médica será checar seu batimento e com um batimento baixo, não tenho noção do que possa acontecer ou ser feito por eles.

Vejam o BPM Mínimo dessa galera aqui:





Esses são alguns dos competidores de elite da Ultramaratona de MTB, a BRASIL RIDE.

Bons treinos

21 de agosto de 2011

Ric Elias: As 3 coisas que descobri quando meu avião caiu

Recebi esse vídeo de um colega do trabalho.
Demorei uns 3 dias para abrí-lo, mas não o deletei. Ainda bem.

O que passa pela cabeça de uma pessoa que está dentro de um avião com problemas?
A certeza da morte o fez refletir.
Interessante, vale uma olhada.






19 de agosto de 2011

Músculo fácil e a jato?

Definitivamente, vivemos a era da velocidade e da facilidade.
As pessoas querem ser emagrecidas e não emagrecer através de esforço físico e reeducação alimentar.
A capa abaixo é o que vende e que as pessoas procuram.
Só faltou indicar "o produto" para ajudar tudo isso.



Outro dia li um comentário do Lodd no blog do Max,:  "... se R4 fosse bom, Deus teria colocado para nascer em árvore. ". Perfeito !

É por essas e por outras que cada vez me inspiro mais nas opções do Daniel Meyer, um ultramaratonista, triatleta e Vegano. Muito mais focado no que ele faz e como se alimenta, do que nas coisas que tem.


Isso é de arrepiar.

ABS !!!



12 de agosto de 2011

Como uma chuteira pode custar 900 reais?

Vivemos em uma sociedade consumista.
A todo momento desejamos ser alguém ou ter algo.
A indústria sabe disso e cria necessidades para alimentar nosso desejo.

Na indústria dos tênis de corrida criaram o supinado, o pronado e o neutro.
Criaram o melhor tênis do mundo e o mais rápido do mundo.
Como se um simples protetor fosse ser capaz de te tornar mais rápido ou melhor.

Outro dia, entrei na loja da Nike para passear. Eu sempre saio achando a loja uma merda. Mas, entrei.
Dessa vez, não achei a loja uma bosta, porque antes de achar isso eu me espantei.
Vi uma chuteira, aliás 4 modelos diferentes, pois cada um serve pra uma coisa, que custa 900 reais.
Isso mesmo, uma chuteira que custa 900 reais !!!!

O que é isso? Na boa, isso só gera mais violência, mais desejos desnecessários, mais pressão sobre pais, que muitas vezes não ganham isso de salário.
Tudo porque um jogador tal, que tem péssimos hábitos, usa uma chuteira que custa 900 reais.
Com aquela idéia de parecermos com alguém, o menino fica desejando a chuteira.

A natação tomou uma grande medida quando proibiu os maiôs "ultra-rápidos". Assim resolveu tirar o fator tecnológico e de grana de dentro do esporte. A idéia é popularizar e não elitizar.

Os maiôs que foram proibidos pela FINA.

Stephon Marbury, um dos craques da NBA, associou-se ao projeto do desenvolvimento de tênis de basquete que serão vendidos a 15 dólares. O jogador teve uma infância humilde no Brooklin em Nova York e como muito de seus amigos, viveu a frustração de não ter dinheiro para vestir-se com os produtos propagandeados por seus ídolos da NBA. "Sei quanto as crianças se sentem pressionadas pela publicidade e pelos amigos para ter um tênis da moda"
O tenis do cara é bem bacana.

Acho legal a propaganda, acho legal um tênis legal, uma roupa bacana. Curto meus tênis, que custaram no máximo 200 reais. Curto a minha magrela. Curto as coisas que tenho.
Mas, existe muita coisa sem necessidade por aí e digo isso depois de já te-las consumido.

Será que alguém precisa disso para jogar bola?

Agora, tênis a 900 reais é ganância e é violência.
Com certeza, ninguém precisa disso.

10 de agosto de 2011

Por que fazer e o que ter ?

Ontem, comecei a escrever um post, mas tive que pará-lo quase no fim. Não por falta de assunto, mas porque tive que sair. Hoje, a idéia era continuar a escreve-lo, mas não resisti a dois comentários que vi em dois posts diferentes. 

No primeiro post o Hoffman fala sobre motivção: No éter ou no baú?
Ele apresenta textos sobre essa reflexão e o Fábio Naminuti deixou um belo comentário, que reproduzo abaixo:

"A motivação de um pode ser o recorde mundial, a do outro pode ser correr para brigar contra a obesidade mórbida, a apnéia do sono, para permanecer vivo. A de um pode ser ganhar do velho amigo; a do outro, de ganhar do relógio. A de um pode ser uma medalha folheada a ouro, indicando que chegou entre os 100; a do outro pode ser simplesmente chegar. O que f..., com o perdão das reticências, é quando um começa a querer medir o outro com a própria régua. Não sou e não quero ser melhor do que ninguém, porque me basta ser melhor daquele que eu era há oito anos atrás e não corria. O resto é resto."

Belo. Simplesmente, belo.

O outro comentário foi feito em cima desse post do blog do Max. O Max tb é um dos que capricha quando escreve. Nesse texto ele fala sobre os equipamentos e suas necessidades. Uma coisa que sempre questiono. Vejam que não estou apenas questionando os outros e tb estou me questionando, afinal de contas, quem nunca comprou uma coisa achando que ela iria ajudar? 

Mas, vamos ao comentário foi feito pelo Carlos Paiva

"Hehehe....sempre comentei isto Max....O cara nem sabe andar e ja quer correr. O cara nem como legumes e frutas direito e ja quer entrar no ¨Bombex¨. O cara nem sabe participar direito de um Short Triathlon e ja quer fazer um Ironman sem ter maturidade fisica e psicologica para tal. O cara nem sabe andar em linha reta de bike e ja quer equipamento de ponta....e no final chega em uma competição cheio de marra e termina cheio de desculpas...antes os atletas se comprimentavam e se conheceiam mais na competicoes. Hoje chegam mastigando pregos achando que ja sao melhores que os outros e criam antipatias. Sera que estou ficando velho ou os atletas que estao ficando sem o espirito do esporte que seria antes de tudo saude? Abraço Max "

Termino o texto por aqui. 
Façam suas reflexões.
Abs e bons treinos.

7 de agosto de 2011

3.9

Hoje, faço 39 anos e tenho a impressão de estar mais saudável do que com 29.
Estou mais magro, com colesterol e triglicerídeos menores e muito mais feliz.
Muita coisa aconteceu em 10 anos e parece que 2001 foi ontem.

Além do corpo, a cabeça também está melhor.
O auto-conhecimento é um processo importante para evoluir.
As vezes o caminho é cheio de espinhos e dói.
Doeu em 2005 e 2006, foi uma senhora merda.
Mas, hoje, olhando para trás, posso dizer que foi bom.
Infelizmente ou feilzmente, aprendemos mais no sofrimento do que na bonança.

Bora se preparar para os 40. Ano que vem eles baterão na porta.

2 de agosto de 2011

Por que uma BTT?

Os portugueses chamam as Mountain Bikes de BTT, Bicicletas Todo Terreno.
Acho essa classificação muito melhor do que a usada no Brasil. 
Ela dá um sentindo muito mais amplo ao uso da magrela.

Com uma BTT você pode ir a padaria, a praia, ao trabalho, pedalar pelas trilhas, andar no parque, subir calçada, subir banco, pular rampa ou andar no asfalto e dar couro nos pançudos de plantão, risos ...

Brincadeiras a parte, uma BTT te permite mais flexibilidade.

Hoje, Conrad Stolz, um dos melhores triatletas de Xterra da atualidade postou algumas fotos em seu blog

LIBERDADE NA VEIA !!!!!